NOTA SOBRE A VIOLÊNCIA DA PM NAS MANIFESTAÇÕES EM SP

  • 15 de Janeiro de 2016

Dia 30 de dezembro de 2015 a população de São Paulo se vê novamente violentada pelos governos estadual e municipal. Em meio às preparações de final de ano e começo das férias um novo aumento das tarifas era anunciado. Apesar da data e do esvaziamento de São Paulo, os movimentos sociais se organizaram para protestar contra essa medida e manobra.

No dia 08 de janeiro de 2016 foi realizada a primeira manifestação contra esse aumento. Nesse mesmo dia acontecia uma reunião entre o prefeito de São Paulo, Haddad e, do governador de São Paulo, Alckmin, o secretário de segurança “não pública” Alexandre de Moraes. A força policial associada ao uso de uso de bombas de gás lacrimogênio, demonstraram a violência contra a população, que foi covardemente violentada, e o caráter intimidatório, repressivo e truculento que iria reger as próximas manifestações. A tática utilizada pela PM era a do “envelopamento” que consiste em cercar os manifestantes de forma a impedir qualquer tentativa de fuga, inclusive barrando o direito constitucional de ir e vir.

Na segunda manifestação realizada no dia 12 de janeiro de 2016 a violência começou antes mesmo da manifestação tomar rumo. Enquanto um dos comandantes da PM negociava o trajeto com um dos membros organizadores, em uma atitude de extrema covardia, as bombas começaram a ser atiradas. Pessoas que estavam paradas com as mãos levantadas foram agredidas, muitas pessoas que saiam do trabalho foram recebidas com bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio. Balas de borracha foram disparadas, armas chamadas pomposa e erroneamente de “não letais” foram utilizadas contra os manifestantes. Foram muitos os feridos, dentre eles, uma jovem grávida teve a costela fraturada e um estudante teve uma fratura exposta na mão. Tratou-se de um ato covarde que novamente violentou a população paulista.

Diante disso, não podemos deixar de nos manifestar contrários a essa política de parceria dos governos municipal e estadual de São Paulo nos reajustes de um transporte de péssima qualidade, com várias obras em atraso, sempre onerando a população que mais necessita do transporte público para cumprir suas atividades, fazendo com que ela pague a conta pela má gestão que realizam.

Ressaltamos que desde setembro de 2015 o transporte passou a ser um direito humano fundamental social, previsto em Constituição, o que abriu caminho para a destinação de recursos para o setor, uma vez que agora o Estado é obrigado a atender as demandas referentes ao mesmo por meio de políticas públicas que alcancem a todos os cidadãos.

Assim, nós da RAiZ - Movimento Cidadanista, repudiamos veemente a parceria entre os governos municipal e estadual de SP, unidos mais uma vez em favor dos grandes empresários e contra a população que com toda razão protesta pelo não reajuste da tarifa e por um transporte acessível e de qualidade.

Transporte é direito e o exigimos!


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